Economia da Oralidade

A Economia da Oralidade é um campo de estudos interdisciplinares entre três domínios: a Economia, a Oralidade e a Comunicação, numa abordagem transdisciplinar.

Esta transdisciplinaridade abrange os vínculos que cada campo científico investigado tem com o universo do som produzido pela voz humana, entre as quais: Antropologia, Filosofia, Teologia, Linguística, PNL – Programação Neuro Linguística, Acústica, Música, Canto, Fisiologia, Medicina, Psicanálise, Hipnose, Storytelling, Arte Cênica, entre outros não menos relevantes.

As áreas do conhecimento elencadas são tratadas como insumo teórico e prático para viabilizar o desenvolvimento da Oralidade, preservando a integralidade e a independência de cada uma delas, guardando suas características e naturezas a que se destinam, dentro do princípio transdisciplinar.

A Economia da Oralidade, formulada com base na centralidade que a Oralidade tem no cotidiano social, constitui-se num fator socioeconômico nuclear na pós-modernidade, por intervir e interferir sistematicamente nas relações humanas.

Oralidade é uma modalidade do uso da língua. Ela está circunscrita no campo da Linguística.

O homem transmite ideias, sentimentos essencialmente através da fala, utilizando-se da linguagem oral que é um bem natural, mas não é um processo inato, é um bem social que se viabilizar nas interações sociais, diferentemente do letramento, que é um bem cultural, uma tecnologia.

Os estudos da linguística tratam contemporaneamente da teoria da continuidade que afirma existir níveis de gradação entre as duas modalidades, a Oralidade e o Letramento e não modos dicotômicos como se concebia anteriormente.

Parte-se da premissa celular na Economia da Oralidade que todo o dito causa mudança de comportamento e promove a alteração do consumo de bens e serviços, em níveis de experiência que vai do mais sutil, quase imperceptível, ao mais intenso, plenamente identificável.

Ela envolve evidências objetivas, sustentadas na estrutura matricial das Ciências Econômicas, capaz de estimular e viabilizar o compartilhamento e a transferência de capitais e ativos intangíveis, como insumo produtivo para atender as demandas de mercado, através do uso planejado da linguagem, como marco notório da cultura humana.

Compreende-se por capitais e ativos intangíveis todas as propriedades de indivíduos e corporações que, apesar de não serem tangíveis, são possuidoras de características perfeitamente reconhecidas, como marcas, inovação, conhecimento, comportamento, valores, princípios, incluindo a capacidade de comunicação e interação socioeconômica com o mercado.

O conceito de mercado principalmente na pós-modernidade está vinculo à conectividade que se viabiliza nas modalidades presencial, semipresencial e virtual, se forma síncrona ou assíncrona.

Em todos os casos há a intervenção da Oralidade, compreendida como o ato de fala em si, mas também pela linguagem oral através modalidade escrita.

Esta área econômica contempla a Oralidade sob o enfoque da Teoria Econômica, dos Setores Econômicos, da Macroeconomia e da Microeconomia, dos Agentes Econômicos, dos Recursos Escassos, dos Insumos Produtivos, do Mercado, dos Fatores Econômicos.

Trata-se de um campo de estudo relevante para as novas relações empresariais, produtivas e mercadológicas, necessitadas do impulso gerado pela Oralidade.

OBJETIVO DA ECONOMIA DA ORALIDADE

A Economia da Oralidade se propõe a dimensionar a intervenção da Oralidade nos mais variados contextos e circunstâncias, sob a perspectiva das implicações socioeconômicas, seja para o indivíduo, para empresas ou países, conforme as demandas dos consumidores, dos mercados, dos setores econômicos, tanto no âmbito da micro ou da macroeconomia.

Isso nos permite asseverar que a Economia da Oralidade é uma área socioeconômica motriz, notadamente no âmbito da Nova Economia, capaz de gerar transferência de capitais e ativos intangíveis, através dos processos dialógicos, intercâmbios conversacionais, entre outros tantos âmbitos comunicativos e processos comunicacionais.

Por consequência disso, esta área econômica tem a capacidade trabalhar os elementos constitutivos de cada segmento da Nova Economia, gerando riqueza e valor agregado, a partir da criação de novos significados e nexos à Economia da Informação, da Economia do Conhecimento, da Economia Criativa, da Economia Comportamental, entre outros segmentos econômicos.

Pondera-se que estas áreas econômicas integrantes da Nova Economia adquirem sentido, alcançam objetivos e cumprem propósitos, cada uma de acordo com suas vocações.

Apesar do fenômeno ser pouco perceptível, a informação, o conhecimento, a criatividade, comportamento, cada qual enquadrada na sua área econômica específica e nas suas relações convergentes e congruentes.

Para contextualizar e clarificar a argumentação, contextualizamos um conjunto de informações registradas numa publicação ou armazenadas num meio digital, adquiri utilidade ao serem ativadas através da manipulação dos dados promovida pela Oralidade.

As informações publicadas e/ou armazenadas digitalmente em estado de inércia são ativadas pelo ato de leitura, seja silenciosa, com movimentação labial e em voz alta, bem como tematizadas em todos os contextos e circunstâncias dialógicas e conversacionais.

Oportuniza-se destacar que o ato de leitura silenciosa implica na intervenção da oralidade, consistindo num processo cognitivo de uma dupla decodificação cerebral que parte da ativação da área visual para a área auditiva do cérebro, gerando a compreensão do conteúdo lido, bem como as consequentes sinapses resultantes da experiência do leitor.

Portanto, considera-se essencial valorar a intervenção da Oralidade em todos estes segmentos da Nova Economia, acentuando a fundamentalidade de uma perspectiva mais concreta e precisa sobre uma área econômica que trata da competência de expressão do pensamento projetado da forma de voz, mais próxima possível da necessidade socioeconômica.

A etimologia nos elucida a essencialidade do tema, ao significar a palavra “pessoa” nas raízes linguísticas. No grego a expressão pessoa é per son quer dizer ‘por meio do som’, no latim persona, per (por) + sona (som).

Portanto, a pessoa é manifestada pelo som articulado que ela emite, expondo a individualidade, identidade, personalidade.

A voz é a função do corpo que mais se expõe e a que mais nos expõe e saber utilizá-la com excelência é uma importantíssima habilidade e um relevante fator socioeconômico nas relações pessoais e profissionais.

Pela contribuição da etimologia, podemos afirmar que a voz é a nossa principal marca pessoal.

O que nos permite concluir que a marca pessoal (personal branding) é o nosso principal ativo econômico. Ela é quem responde pela nossa sustentabilidade.

Por meio da voz é que somos identificados e como nos identificamos com o mundo, disponibilizando ao mercado os nossos atributos pessoais e as nossas competências profissionais.

Por esta razão criar nossa marca vocal em primeira instância, é essencial para a criação da nossa marca pessoal, o que é minimamente recomendável, não somente para a nossa sustentabilidade, mas para o crescimento e desenvolvimento econômico da sociedade como um todo.

E é pelo conjunto das marcas pessoais economicamente ativas que alcançamos a máxima produtividade na Nova Economia, por intermédio do valor agregado dos capitais e ativos intangíveis.

ANÁLISE DA ECONOMIA DA ORALIDADE

Compete a Economia da Oralidade atuar na análise da produção, da distribuição e do consumo da Oralidade.

Para a análise da produção da Oralidade sob a perspectiva do impacto socioeconômico, necessita-se da estrutura da Linguística, constituída pela construção da Sintaxe, da composição do texto oral; a Fonologia e Fonética, a entonação, ritmo, velocidade, da Semântica, da Lógica, do significado da palavra e da Análise do Discurso.

A distribuição tem sido imensamente avançada pelo constante surgimento das novas tecnologias, impactando diretamente no comportamento do usuário, seja na condição de produtor ou consumidor da Oralidade. Ela pode ser presencial ou midiática que, por sua vez, pode ser síncrona ou assíncrona, ainda em processo de aperfeiçoamento utilizando- de holografia e da chamada inteligência artificial, entre outras tantas alternativas de distribuir e/ou compartilhar esta modalidade da língua.

Igualmente, o consumo da Oralidade tem registrados resultados históricos extremamente expressivos, ao ponto de testemunharmos a emersão de uma nova era da Oralidade, em função das inúmeras opções tecnológicas que proporcionam inovadoras maneiras de recepção de conteúdos de natureza oral, seja eminentemente auditiva ou audiovisual, especialmente pela conveniência e adequação do seu consumo ao modo de vida da sociedade.

Cerca de 85% dos vídeos publicados em meio digital são produzidos com a intervenção da Oralidade, o que evidência objetivamente a Economia da Oralidade como área socioeconômica motriz da Nova Economia.

Concebe-se também a linguagem oral no formato escrito, forma mista, um campo da Economia da Oralidade, o que amplia ainda mais seu espectro de estudo teórico e prático.

Esta área da economia se propõe a valorar a Oralidade e as suas respectivas repercussões socioeconômicas na Nova Economia, através de elaboração de processos, metodologias e sistemas que possibilitem gerar evidências objetivas e indicadores de desempenho, compreendendo instrumentos de mensuração coerentes com a sua natureza, destinada para determinados contextos e circunstâncias, seja num enunciado ou evento comunicativo alvo de análise.

ESCASSEZ NA ECONOMIA DA ORALIDADE

O principal objeto da Economia é a satisfação das necessidades ilimitadas das pessoas e, seguramente, a Oralidade é vital em toda relação humana e na escolha adequada dos usos dos recursos escassos.

Os recursos escassos desta área econômica são basicamente os fatores de produção, e são classificados em fixos ou variáveis.

Entre os fatores de produção escassos fixos estão o tempo e o espaço, que também podem ser tratados numa condição tempo-espacial sob a perspectiva da Física Quântica e pela teoria da relatividade de Albert Einsten, que é a justamente a condicionante da existência do fenômeno som.

Além do fator de produção tempo-espacial, que é um meio de medir uma percepção de mudança, há outros igualmente essenciais na Oralidade, entre os quais destacamos o fenômeno da atenção, composto de níveis de atenção, quantitativa e qualitativamente, que classificamos como variáveis sobre o ato da fala.

O recurso escasso “atenção” está baseado da teoria da carga cognitiva, que descreve os fenômenos da memória de curto prazo, também nominada memória de trabalho e a memória de longo prazo, que devem ser impreterivelmente contabilizadas para viabilizar uma Oralidade eficaz.

GERAÇÃO DE VALOR NA ECONOMIA DA ORALIDADE

A Oralidade tem grande influência na maneira como vivemos. É por meio dela que as pessoas se comunicam com o mundo externo. É através d oralidade que estabelecemos os nossos pontos de contato com o mercado.

Troca de experiência na Nova Economia, em especial, na Economia Criativa, através da interação dialógica entre os atores envolvidos, da oportunidade de compartilhamento das competências e experiências individuais em prol do coletivo.

Propõe-se a elaboração de planejamento dedicado à produção da Oralidade, que compreende a preparação, ensaio e implementação, capaz de proporcionar ao praticante alcançar a sua melhor performance e com consequência dos seus resultados socioeconômicos.

Planejar a fala para cada necessidade é essencial. Para cada demanda comunicativa é indispensável um plano de fala, pensar antes de falar, projetar nossas falas, considerando o que produzir, como produzir e para quem produzir.

Por ser uma atividade econômica nuclear, negligenciá-la é permitir o desperdício de uma das maiores riquezas da nossa humanidade, pois, sem linguagem não há acesso à realidade. Sem linguagem não há pensamento.

E indispensável criar-se consciência que leve a efetivas atitudes dos empreendedores e investidores criativos de se tornarem atores, caracterizados pela capacidade dramatúrgica, serem verdadeiros os “motores” dos seus empreendimentos criativos.

A Economia da Oralidade diagnostica que as transformações geradas pela era digital propiciaram uma nova era da Oralidade, resgatando a autêntica e insuperável forma de o homem se comunicar.

A capacidade de produzir mais, usando menos quantidade de fatores de produção, é um princípio econômico também para a Oralidade, o que, na prática, significa aumentar a produtividade nos processos produtivos da fala e na produtividade da economia como um todo, resolvendo um impasse estratosférico nas organizações, que é o prejuízo causado pela ausência de clareza nas comunicações entre seus integrantes.

O marco fundamental da ciência econômica consolidada pela escola clássica é a obra “Uma Investigação sobre a Natureza e Causas da Riqueza das Nações (1776), do escocês Adam Smith (1723-1790), considerado o pai da Economia Política Clássica Liberal.

Ele afirma que não é a prata ou o ouro que determinam a prosperidade de uma nação, mas, sim, o trabalho humano. Em consequência, qualquer mudança que aprimore as forças produtivas estará potencializando o enriquecimento de uma nação, conclui.

Tal afirmação, nos permite admitir que do universo do trabalho humano, ainda mais na Nova Economia, entre outros fatores econômicos, depende da nossa capacidade dialógica, conversacional e culminando com o relacional.

FATORES DE PRODUÇÃO DA ECONOMIA DA ORALIDADE

Sob o ponto de vista da Economia da Oralidade, algumas dicas:

  1. Avalieos impactos de seu consumo
  2. Consuma(ouça) apenas o necessário.
  3. Transforme seus sonhos em realidade, a Oralidadeem riqueza, em valor agregado.

Numa analogia, ainda num ensaio, podemos considerar, para efeito desta área da Economia: como setor primário a Oralidade presencial, o secundário a Oralidademidiática e o terciário a interface de voz. A Robótica através da inteligência artificial.

São dois os grupos na teoria econômica: a macroeconomia e a microeconomia, inter-relacionadas, compreendendo o estudo dos objetos da economia enquanto ciência:

  • comportamento dos agentes econômicos manifestado pela fala;
  • escassez de produtos ou insumos entre os quais tempo, espaço e atenção;
  • processo produtivo impulsionado pela oralidade eficaz entre os agentes econômicos e o mercado;
  • inter-relação dialógica, conversacional entre os agentes econômicos que formam o mercado.

Entretanto, o diagnóstico da consciência da Oralidade é consideravelmente superficial. Entre múltiplas razões possível, nos valemos da lei da oferta e da procura que nos mostra o excesso de falas e a escassez da procura, neste senti, na minimização da percepção do valor.

Sob a perceptiva econômica, a voz como recurso fisiológico básico da pragmática/discursiva da Oralidade é um insumo abundante e de superficial percepção de valor, diretamente desproporcional à centralidade que ela ocupa na prática social no uso da linguagem.

Entre os fatores de produção da oralidade, nos valemos dos fatores básicos da economia: Terra, capital e trabalho.

Adequando os fatores de produção para a perspectiva da oralidade, temos “terra” nosso aparato corporal, os aspectos fisiológicos e neurofisiológicos, o sistema fonador, o respiratório, a sensorialidade, considerando a capacidade perceptiva, o ver, ouvir, sentir; a cognitiva, o processo e funcionamento mental, as características da individualidade, capacidade inerente de cada um, e assim por diante, o que trataremos mais à frente.

Contextualizamos o capital como o capital intelectual, o conhecimento adquirido por indivíduos ou grupos sociais, organizações, corporações. É o capital e ativo intangíveis alvo da Nova Economia.

Trabalho, neste contexto, é a Oralidade em si, como fator socioeconômico: o ato de fala, a utilização do fator de produção terra e capital.

SETORES ECONÔMICOS DA ECONOMIA DA ORALIDADE

Quais seriam os setores econômicos: primário, secundário e terciário da Economia da Oralidade?

Numa hipótese e ser investigada, mas usando de analogia podemos considerar para efeito desta área da economia que o setor primário da Oralidade o presencial, o contato direto, pessoal, ocupando um mesmo tempo e espaço, estabelecendo uma interação plena, um intercambio conversacional, onde todos os ingredientes de um cenário comunicativa estão ativos.

O setor secundário da Economia da Oralidade é o midiático.

Ele está nas interações através de meios de comunicação entre os atores de determinada comunicação.

E a terciária consideramos as interfaces de voz, a robótica através da inteligência artificial, ainda em desenvolvimento, em processo de aperfeiçoamentos com pretensões futuristas ousadas.

Já a atividade macroeconômica ocorre pela somatória dos hábitos de produção, consumo e acumulação de bens de todos que fazem parte destes agrupamentos. A maneira como nós medimos a atividade macroeconômica é através de agregados econômicos.

A macroeconomia representa a soma de todas as transações econômicas feitas pelas diversas partes do grupo estudado, seja uma cidade, um estado ou um país.

Na Economia da Oralidade trataremos a macroeconomia por âmbito e abrangência de determinado evento comunicativo ou enunciado. São caracterizados pela dimensão da comunicação, internacional, nacional ou mesmo local no contexto da cena pública, estando diante de agrupamentos humanos.

A microeconomia nos traz um cenário mais restrito, de maior pessoalidade. Quando abordamos a microeconomia, observamos que ela se refere ao estudo dos comportamentos de consumo da oralidade das pessoas, das famílias e das empresas, que resulta no consumo de bens e serviços tangíveis e intangíveis.

Refere-se ao estudo da produção de bens e serviços exclusivamente intangíveis, formação de opinião modificadora do comportamento e do consumo ideológico, filosófico, modelos mentais, entre outros e fatores da produção relacionados a estes indivíduos, famílias e empresas, como nos ensina Bacha (2004).

Agentes econômicos são todos os indivíduos, empresas e órgãos públicos que participam de um mercado e possuem uma relação de troca de bens ou serviços.

CIRCULAÇÃO DA ECONOMIA DA ORALIDADE E SUA VELOCIDADE

A circulação de informação e de conhecimento é um fenômeno econômico gerador de riqueza e valor que se dá pelo movimento promovido pela interação entre os atores envolvidos em cada propósito e isso se materializa essencialmente pela oralidade.

Assim como quanto maior for a circulação de moeda maior será a saúde econômica, assim também se dá quanto a circulação da oralidade eficaz.

Quanto mais diálogos e conversar representativas de valor, maior será a saúde socioeconômica.

A Teoria Quantitativa da Moeda conceitua que o nível dos preços é determinado pela quantidade de moeda em circulação e pela sua velocidade de circulação. (Wikipédia)

Assim podemos parafrasear este conceito, dizendo: Que o nível dos valores da oralidade é determinado pela quantidade de palavras assertivas em circulação e pela velocidade de circulação.

Assim como quanto menos retermos a circulação de moedas, aguardando-as nos “cofrinhos”, ou mesmo apostarmos no mercado de capitais, ao invés de investirmos na produção de bens e serviços, tanto tangíveis como intangíveis, menor será o desenvolvimento econômico efetivo.

Assim também de retivermos a circulação pela oralidade informações, conhecimentos, criatividade, entre outras área especialmente da Nova Economia, maior será a emissão de mensagens sofistas, mentiras com aparência de verdade, notícias falsas, o que correspondem as moedas falsas, causadores de imensuráveis damos a economia, menor será também o avanço econômico.

Os seres humanos se comunicam de formas diversas, mas nenhuma delas é comparável à linguagem oral.

A palavra é um símbolo que expressa uma ideia, elas carregam o poder criativo ou destrutivo. A fonte da palavra é o pensamento.

A língua dispara e verbaliza o pensamento que está intrinsecamente vinculado com a mente que, por sua vez, está relacionado com os sentimentos e com as atitudes.

Assim, como a informação é a moeda da internet, a palavra é a moeda da oralidade e a oralidade a moeda da Nova Economia.

Considera-se que a oralidade é mais eficaz para expressar exatamente o que a gente sente, principalmente em relação ao sentimento, por conter a exata dimensão do que se quer comunicar.

No processamento cerebral, a oralidade produzida pela voz do emissor exige do receptor, do ouvinte uma decodificação só, transformando a palavra dita em entendimento cerebral, ao passo que na palavra escrita, no ato da leitura, há uma dupla decodificação, tendo que transformar fonológica e foneticamente aqueles hieróglifos, aqueles sinais gráficos do alfabeto em sinais sonoros.

Parte-se a dupla decodificação da área visual para a área auditiva cérebro, mesmo num som inaudível, para, depois, gerar compreensão cognitiva, especialmente no ato da leitura.

Além de entendermos que o ato de leitura se dá com a intervenção da oralidade, mesmo que sem o uso das cordas vocais, há também o hábito de se balbuciar os lábios para ajudar na compreensão do texto escrito, o que caracteriza com mais evidente ainda a presença da oralidade no processo, isto sem falar na leitura em voz alta.

Recebemos informações auditivas por intermédio dos ouvidos, mas também pela pele, pelos ossos e por todo corpo, a partir da medula central que recepciona as vibrações físicas do som, numa relação chamada áudio-tátil, sejam notas musicais, palavras cantadas e a palavra falada, mesmo que sutilmente, alteram a nossa respiração, nossa pulsação, a pressão sanguínea, a tensão muscular, a temperatura da pele e outros ritmos internos, e promove a liberação de endorfina.

Outro aspecto interessante é que a nossa audição normalmente se torna mais aguda quando não temos pistas visuais que são preenchidas pela imaginação, lacunas preenchidas pelo imaginário.

DESIGN DA ORALIDADE, UM SEGMENTO DA ECONOMIA DA ORALIDADE

O Design da Oralidade é uma área integrante da Economia da Oralidade responsável pelo processo de capacitação, de aprendizagem da oralidade.

Ela é nominada de Voice Design, o design da voz para fins comunicativos, logo, o design da oralidade.

É uma atividade que trata da manipulação, criação e organização dos seus elementos cognitivos e estéticos da comunicação oral, capaz de ativar os diversos estímulos sensoriais para fins de fixação efetiva da mensagem, de retenção eficaz do conhecimento, atrelando a racionalidade aos vários planos emocionais gerados em diferentes perspectivas do pensamento projetado pela difusão de voz.

Tem a finalidade de prover a aquisição do estado pleno de consciência e de percepção da oralidade, durante o processo comunicacional que permita exercer o completo domínio sobre os atributos do design da voz, tais como: entonação, o ritmo, a velocidade, o volume, a frequência, o tom de grave e de agudo, entre outros recursos de fonação.

Utiliza-se um sistema de sonorização vocal, capaz de atribuir diversas funcionalidades cognitivas e estéticas aos processos de oralização, que permita o controle sobre diferentes parâmetros acústicos de qualquer fonte sonora, materializado pelo desenvolvimento de interfaces presenciais ou virtuais, analógicas ou digitais, orientadas por uma intenção ou objetivo de interatividade e colaboratividade, visando oferecer soluções comunicacionais e relacionais eficazes.

Propõe a elaboração de planejamento para desenvolver habilidades de produção e de recepção da oralidade, que compreende a preparação, experimentação e implementação oral, capaz de proporcionar ao praticante alcançar o seu melhor performance.

Numa ação midiática o emissor da mensagem está presente no ato comunicacional, representado pela sua voz gravada analógica ou digitalmente. É a voz do emissor que está comunicando a mensagem, já na escrita o leitor é quem usa sua voz para interpretar a emoção contida no texto.

Por isso, a tendência no universo digital é cada vez mais a gente se valer da palavra falada, tanto para consumir informação ou entretenimento como para emitirmos as mensagens em nosso dia a dia com o tempo mais escasso. O que podemos concluir que isto é que dá a palavra falada num enorme poder de comunicação, quanto mais for digital o mundo.

Presentemente, a Economia Criativa constata que de todas as suas áreas de atuação que a envolvem, o audiovisual, representado especialmente pelo vídeo, corresponde o segmento de maior porte de investimento criativo.

Destacando-se que a predominância da produção de vídeo se dá pelo uso da oralidade, muito mais acentuadamente do que pela utilização da linguagem visual, ou seja, pela sequencia da exposição de imagens que narrem determinada história e mais pelo performance da fala de determinado ator.

É fundamental no universo digital que tudo que é escrito exige atenção exclusiva, numa época em que as pessoas têm cada vez menos tempo, a voz, o som, a palavra falada pode ser consumida enquanto desenvolvemos outras tarefas, podemos ouvir enquanto estamos dirigindo, muitas vezes preso no trânsito, e assim por diante, ao passo quando temos que ler alguma coisa, temos que separar um tempo exclusivo para a leitura.É essencial termos consciência não só da necessidade de nos comunicarmos bem e melhor, mas prioritariamente focarmos todo nosso empenho exclusivamente para o proveito do outro, do nosso ouvinte.

Assim, a formulação compreende a importância de planejar, pensar antes de falar, ganhando assertividade na comunicação, evitando o conflito e o ruído e semeando informação, diálogo e relacionamento humano saudável.

BENEFÍCIOS AOS AGENTES ECONÔMICOS NA ECONOMIA DA ORALIDADE

Para os agentes econômicos indivíduos, os profissionais:

  • Expandir a consciência sobre o ato comunicativo;
  • Entender a relações cognitivas da palavra e estéticas da voz;
  • Conhecer o papel das funções da linguagem, especialmente a poética
  • Compreender o universo do som das palavras (fonética);
  • Aprimorar o controle sobre o fenômeno da fala como atributo básico para o relacionamento social e profissional;
  • Elaborar um plano mental de conversação, incluindo alternativas para possíveis mudanças de rumo;
  • Como planejar tática, técnica e estrategicamente a sua comunicação falada;
  • Discernir e monitorar a entonação, o ritmo, a velocidade, o volume, a frequência, o tom de grave e de agudo da sua voz, entre outros elementos sonoros;
  • Avaliar em que contextos e circunstâncias a comunicação está sendo realizada;
  • Harmonizar e influenciar o clima de um ambiente através de uma comunicação eficaz;
  • Identificar e avaliar a sua comunicação intrapessoal;
  • Adquirir a habilidade de ouvir com exatidão o que está sendo dito;
  • Aprender a ser assertivo na sua comunicação interpessoal, resultado de uma escuta eficiente;
  • Identificar as características do perfil do receptor e perceber o efetivo interesse sobre o que está sendo dito;
  • Como interagir oportunamente nas conversações;
  • Identificar e avaliar a sua comunicação intrapessoal;
  • Usar o recurso do silêncio, da pausa, indispensável para gerar compreensão da mensagem;
  • Perguntas pertinentes, provocativas e para obter respostas abertas.

Para aos agentes econômicos empresas e órgãos públicos:

  • Valorização de cada colaborador da corporação, acentuando o sentimento de pertencer a uma organização de boa história e de imagem atual;
  • Intercomunicação nos diversos setores/departamentos, para potencializar a produtividade e ampliar uma visão holística de todos colaboradores;
  • Oportunizar a participação dos colaboradores, motivando o compromisso com os resultados da corporação;
  • Minimizar os potenciais prejuízos causados pelo chamado “rádio corredor”;
  • Promover a transparência e sustentabilidade na gestão e estabelecendo a informação oficial;
  • Criar identificações para filtrar a validade dos produtos e/ou serviços que são destinados ao mercado;
  • Maximizar a retenção do capital intelectual na organização;
  • Registrar e documentos o conhecimento organizacional, a partir de abordagem das respectivas fontes;
  • Minimizar conflitos nas esferas judiciais;
  • Criar vínculos em todos os níveis da organização, a partir da formação de grupos de interesse;
  • Fortalecer a cultura organizacional, considerando a importância da comunicação interna informal.

INCENTIVO NA ECONOMIA DA ORALIDADE

Alertando que a teoria que corresponde à Economia da Oralidade está apenas nascendo, mas é possível antever que o tamanha que vai ocupar é de difícil mensuração.

Como ciência da economia é , a princípio, um conjunto de ferramentas e não uma matéria em si, nenhum tema, por mais alheio que lhe pareça, deve ser considerado fora do seu alcance, conforme afirma Steven D. Levitt em seu livro FREAKONOMICS.

Com base na afirmação de que economia é o estudo dos incentivos, ou seja, como os indivíduos conseguem o que desejam, ou aquilo de que necessitam, considerando também quando outras pessoas desejam o mesmo ou necessitam dela.

Um incentivo é uma objeto de desejo tangível ou intangível, uma chave que abre o baú de tesouro do pensamento, uma mola propulsora e impulsionadora da Nova Economia viabilizada pela Oralidade, especialmente pelo poder semântico da pela palavra-chave, capaz de transformar contextos e circunstâncias socioeconômicas.

As informações, o conhecimento, a criatividade, os aspectos comportamentais, colaboratividade e assim por diante, são mobilizados pelo exercício dialógico, da conversação, da troca de informações e conhecimentos, geradores eficazes e eficientes de incentivos necessário ao crescimento econômico.

Neste sentido a Oralidade cumpre integralmente este propósito de persuadir os ouvintes a fazer aquilo que o orador está afirmando.

Isto se dá invariavelmente através de um dos seus segmento mais nobres da oralidade, a oratória, entendida como a arte da persuasão.

Incentivos são meios para estimular as pessoas desejem realizar tarefas que beneficiem a si mesmas e à sociedade, minimizando fazer o que aquilo que não tem valor econômico.

A Economia da Oralidade trata, entre outras múltiplos aspectos e cenários, as relações humanas no âmbito socioeconômico em geral e particularmente o que chamamos de negócio gerado pelo propósito principal da troca de valor, entre as partes envolvidas.

Um dos principais objetivos da Economia da Oralidade através do Design da Oralidade é projetar a Marca Vocal Corporativa, como fator de influência para incentivar a decisão de compra de produto ou serviço oferecido os seus públicos.

Todo o incentivo é um inerentemente uma compensação; o segredo é equilibrar os extremos.

Ela deve identificar seus pontos de contato que sirva para melhorar os relacionamentos, construir significado e agregar a Marca Vocal Corporativa sintomatizada e harmonizada com as características linguísticas da corporação para lhe dar personalidade, visando garantir maior precisão, autenticidade e embatia com os seus públicos.

VALOR DA ASSIMETRIA DA INFORMAÇÃO NA ECONOMIA DA ORALIDADE

O consumidor procura um especialista por entender que ele tem informações necessárias sobre aquilo que precisa para resolver o seu problema.

É comum que um especialista numa relação profissional tenha mais informação qualificadas do que o demandante.

Na linguagem dos economistas isso é definido como assimetria das informações.

Considera-se que em especialista ou alguém saiba mais do que outro, geralmente o demandante, o consumidor.

Com o surgimento da internet a diferença entre o especialista detentor das informações e o demandante tem diminuído significativamente.

A internet de uma maneira revolucionária e extremamente eficiente de transferir informações de quem as possui para quem necessitas delas, reduzindo de consideravelmente a diferença entre o especialista e o leigo.

Com as mais variadas plataformas digitais o leigo pode imediatamente confrontas a assimetria das informações que é quando o especialista usa sua condições de possuir de informações para que o leigo necessitado dele.

Imaginemos um professor em sala de aula venha dispor suas informações, seus conhecimentos aos alunos, digamos, num quadro negro, como antigamente, embora ainda em muitos lugares este cenário ainda exista. De forma imediata e sincronicamente o aluno estará acessando todos os dados disponíveis pela internet, sem muito esforço.

Convenhamos, este cenário mudou quase toda a relação entre as partes e que para sobreviverem, terão que mudar de postura e adotar um novo modelo mental e comportamental.

Assim, como a informação é a moeda da internet, a palavra é a moeda da oralidade e a oralidade a moeda da Nova Economia.

Por isso, com a Economia da Oralidade há a necessidade de saber adequadamente, considerando a mudança dos cenários comunicativos diante das relações dialógicas, conversacionais para sobreviverem, tendo que alterar seu jeito de pensar, planejar e criar discurso apropriados aos novos tempos, considerando a estrutura que as pessoas em geral possui para recepcionarem determinada mensagem, quais são seus comportamentos diante dos contextos e circunstâncias na pós-modernidade.